Transexualidade, chega de preconceito!

O desconforto com o próprio corpo, aliado ao desejo de viver o sexo oposto e nele ser aceito pela sociedade, faz com que homens e mulheres transexuais precisem buscar orientação médica e psicológica, com o intuito de se sentir o mais próximo possível do sexo com o qual se identificam. A transexualidade é chamada pelos médicos de “Transtorno de Identidade de Gênero”, isto é, a pessoa nasce com determinado sexo, mas não se reconhece nele, identificando-se com o sexo contrário.

Quando se fala em transexualidade é comum percebermos pessoas que “torcem o nariz”, evitam o contato, fogem da conversa, acreditam que se trata de modismo ou uma forma de chamar a atenção, ao invés de discutir sobre o assunto e buscar informações que ajudem na compreensão do mesmo. O tema tem sido abordado na novela das nove “A Força do Querer”, transmitida pela rede Globo, que retrata a transexualidade por meio da personagem Ivana. A mesma não aceita o próprio corpo e demonstra dificuldades para inserir-se no mundo feminino, apesar das tentativas constantes da mãe e da prima.

Por se tratar de um momento delicado, o transexual passa por uma série de dúvidas, frustrações e receio, sendo assim, é indicado que ele procure três profissionais que poderão orientá-lo nesse processo:

  1. Psicólogo ou psiquiatra: são os responsáveis por realizar o diagnóstico, que deve ser feito antes da puberdade (transição entre a infância e a adolescência; período em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas). Crianças que aparentemente indicam propensão à transexualidade podem mudar de comportamento com a chegada da puberdade, mantendo-se no sexo de origem;
  2. Endócrino: irá administrar hormônios que bloqueiam aqueles específicos do sexo atual e prescrevem outros que vão produzir características físicas mais próximas do sexo desejado;
  3. Cirurgião plástico: promove a modificação corporal e dos órgãos genitais.

As causas da transexualidade ainda são desconhecidas. Até o momento nenhuma pesquisa conseguiu provar uma anormalidade hormonal, psicológica ou neurológica, porém, segundo matéria exibida no site O Globo, em meados do ano passado, um estudo realizado por cientistas mexicanos demonstra que a modificação na identidade de gênero não é uma doença. O objetivo desse estudo é remover os transexuais da classificação de transtornos mentais da Organização Mundial de Saúde – OMS. Várias pesquisas estão sendo realizadas pelo mundo, inclusive no Brasil. A intenção é que no próximo ano elas sejam apresentadas na 11ª versão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11), ressaltando que os problemas psicológicos apresentados pelos transexuais são decorrentes da violência e discriminação vivenciadas por eles, e não pela transexualidade em si.

A compreensão do assunto e o fim do preconceito auxiliam os transexuais a se sentirem mais encorajados a assumir sua verdadeira sexualidade, além disso, eles se sentirão mais seguros por saberem que serão amparados, tanto pelas pessoas mais próximas e de seu convívio, quanto pela sociedade de um modo geral. A informação que faz a diferença! #chegadepreconceito

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18033166_1864872083728906_7533523131456522274_nIamary Nascimento é psicologa clinica (CRP: 06/115964). Graduada em Psicologia e Pós graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Formação em Gestalt Terapia. Atua na área da saúde prestando atendimento psicoterapêutico em crianças,adolescentes e adultos. É apaixonada por pessoas e pela Psicologia. 

Contato : psicologa.iamarynascimento@gmail.com  

Site : https://iamarynascimento.wordpress.com/

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