Suicídio. Vamos falar sobre isso sim!

Considerado tabu há até pouquíssimo tempo, o tema do suicídio tem ganhado mais atenção recentemente devido à repercussão da série americana “Thirteen Reasons Why”, transmitida pela Netflix, e pelo temido jogo virtual “Baleia Azul”. Embora o silêncio em torno do assunto venha sendo quebrado, as discussões sobre ele ainda são muito superficiais dada a complexidade da questão. Sendo assim, é bastante necessário e urgente ampliar as discussões sobre o tema e incentivar a elaboração de campanhas de prevenção e tratamento para evitar o aumento dessa prática. Os serviços de um psicólogo são fundamentais nessa batalha em defesa da vida!

Por que o suicídio passa a ser considerado uma opção?

As pessoas reagem de diferentes maneiras frente às adversidades da vida e algumas têm mais dificuldade para lidar com frustrações, dificuldades, perdas e traumas, o que pode resultar em profundo abalo psicológico e levar a algumas situações como: depressão, ansiedade, angústia, desesperança e falta de perspectivas quanto ao futuro. Quando as pessoas chegam a esse ponto, para elas parece não existir mais “luz no fim do túnel” e a vida passa a não ter mais sentido. É nessa hora que, ao ser tomada por dor e sofrimento, elas acreditam encontrar na morte a única solução para acabar de vez com o sofrimento. Em contrapartida, o suicídio pode ser, na verdade, uma maneira que o suicida encontra de informar às pessoas de seu convívio a dor e o sofrimento pelos quais estava passando, sendo, de certa forma, um pedido de ajuda.

Estatísticas

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos e está entre as dez primeiras causas de óbito. No ranking dos 10 países com as maiores taxas de suicídio do mundo, o Brasil ocupa a 8ª colocação. Estima-se que durante um ano, cerca de um milhão de pessoas ao redor do mundo tiram sua própria vida, e possivelmente 4 milhões tenham tentado cometer suicídio. Outro ponto que chama a atenção é a possibilidade de uma pessoa, após uma tentativa sem sucesso de suicídio, tentar novamente após um ano, caso não tenha procurado ajuda especializada.

A maior taxa de mortalidade está entre os jovens de 15 a 29 anos de idade, com uma alta entre a população acima dos 70. A OMS informa, ainda, que apenas 28 países adotaram planos estratégicos de prevenção ao suicídio. A fim de reduzir essa de mortalidade e evitar que novos casos aconteçam, o suicídio deve deixar de ser tratado como tabu e passar a ser discutido cada vez mais. É de extrema importância falar mais sobre o assunto, promover campanhas de prevenção e tratamento, e expandir a conscientização da população.

Segundo a OMS, as principais causas do suicídio são: estresse, problemas financeiros e pressão, nos países mais pobres; e doenças mentais, abuso de álcool e depressão, nas nações ricas. Pessoas que passaram por guerras, abuso e isolamento, violência física e mental, traumas e desastres naturais, também são mais vulneráveis a cometerem suicídio, bem como os índios, imigrantes, refugiados, homossexuais e transgêneros. Vale comentar também que os homens cometem mais suicídio que as mulheres, principalmente em países ricos e desenvolvidos.

Impulsividade ou planejamento?

Na grande maioria dos casos, o suicídio não é uma decisão repentina, como acreditam os amigos e familiares das vítimas. Ele é algo planejado. A pessoa que tem a intenção de se matar faz um planejamento, escolhe uma data, um local, define um procedimento e pensa nessa possibilidade durante algum tempo, antes de tomar uma decisão definitiva. Apesar disso, a impulsividade pode interferir nessa tomada de decisão, tratando-se assim de um grande fator de risco. O indivíduo que tem a impulsividade como uma característica de sua personalidade pode passar bruscamente do pensamento à execução.

Psicoterapia x suicídio

É extremamente importante que a pessoa com pensamentos suicidas saiba que não está sozinha. Falar sobre o assunto e procurar a ajuda de um profissional pode salvar uma vida.

O psicólogo é um importante aliado e poderá ajudar a vítima a lidar com os problemas e buscar, junto com ela, soluções e alternativas que possam afastar a possibilidade do suicídio. O profissional irá mostrar ao fragilizado o quanto a vida dele é importante e que existem inúmeras outras formas de enfrentar os problemas e pressões do dia-a-dia.

A psicoterapia promove um espaço em que o paciente poderá sentir-se seguro, compreendido e acolhido. Com o auxílio do psicoterapeuta, ele poderá buscar opções verdadeiras de solução para as suas dificuldades. Não falar de si e dos seus problemas faz com que as angústias cresçam dentro de nós, dando a sensação de sufocamento. Colocar para fora o que estamos pensando, sentindo e enfrentando, promoverá pouco a pouco uma sensação de alívio.

A psicoterapia está focada totalmente na pessoa, na forma como ela percebe o mundo e nas suas características, visando causar impactos não apenas no momento presente, mas também e principalmente no seu futuro. Consulte um psicólogo e diga não ao suicídio! #parceriapelavida

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18033166_1864872083728906_7533523131456522274_nIamary Nascimento é psicologa clinica (CRP: 06/115964). Graduada em Psicologia e Pós graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Formação em Gestalt Terapia. Atua na área da saúde prestando atendimento psicoterapêutico em crianças,adolescentes e adultos. É apaixonada por pessoas e pela Psicologia. 

Contato : psicologa.iamarynascimento@gmail.com  

Site : https://iamarynascimento.wordpress.com/

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