Profissão Vs Vocação. Um alerta de Nietzsche

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Qual a profissão do seu sonho?

E qual a sua vocação?

No livro O Crepúsculo dos ídolos Nietzsche escreve “Um tipo superior de homem, permitam-me dizer, não gosta de “profissão”, justamente porque sabe que tem “vocação””.

Vamos a um questionamento prático. O que seria essa tal de vocação?

Bem, se observarmos o que diz a Análise do Comportamento entenderemos que as contingências de reforçamento, bem como a história de vida de um sujeito serão determinantes para a sua formação.

Sendo assim, dentro de um mundo ambientalista, com estímulos e respostas, e a ação do indivíduo operando no ambiente teremos as contingências reforçadoras, e estas determinarão uma possível ação.

Na história de vida de uma pessoa não podemos negligenciar que os acessos e os repertórios a que um ser humano é exposto durante sua existência também determinam seus alcances, suas idealizações e seus sonhos.

Se analisarmos pelo viés sócio-histórico, onde o indivíduo transforma o mundo, e o mundo o transforma, entendemos que você se torna o que é por causa do meio, sociedade, cultura e época.

Podemos comparar com o seu sonho em ser um advogado, psicólogo, astronauta… Ou seja, você almeja estas carreiras, porque viu que estas profissões/funções existem e fazem parte do seu cotidiano, do contrário o que seriam dos programadores sem computadores!

Mas então, qual a sua vocação?

Sejamos mais pragmáticos. Será que a vocação se vincula ao que você gosta de fazer, ou seja, aquilo que te dá prazer?

Os estudos comportamentais, e uma observação à historicidade nos comprovam que um ser humano não nasce para ser determinado profissional, nem que lhe corre o sangue de tal profissão. Pessoas são frutos de contingências, reforçamentos, admirações e valores sociais.

Então temos o gosto e o desgosto. O sonho.

Talvez você pule de galho em galho na busca do que te faça feliz. Pode ser que um bom pagamento te reforce o suficiente. O fato é que nós, estudantes, trabalhadores, homens e mulheres, de família ou não, sistematizados, engajados, frenéticos, e ainda, não “loucos”, nos adaptamos e lutamos por algum motivo.

Começar de baixo é um detalhe cotidiano para alcançar o topo que você, com seu repertório, idealizou.

A adaptação é o carro chefe. A formatação, o modelo. E fazer aquilo que você gosta é a realização, talvez a finalidade que misture todo o seu repertório de vida. Logo esta adaptação, formatação, idealização, prazer (reforço), e uma resposta clara ao seu meio resultem num excelente profissional.

E como saber se você está no caminho certo?

Na verdade o mais coerente seria perguntar: você gosta do que faz?

Texto de Willian de Andrade

Rafael Cerqueira

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Escritor de meia tigela, editor e idealizador do Piscocast, universitário nerd, amante da psicologia e apaixonado por conhecimento.

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