O Velho, o Mar e as Ferramentas do Barco de Hemingway

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Gostaria de ter uma pedra para afiar a faca – disse o velho depois de examinar os nós da ponta do remo. Devia ter trazido uma pedra. “Sim, você devia ter trazido muitas coisas”, pensou. “Mas não as trouxe, velho. Agora não é o momento de você pensar naquilo que não tem. Pense antes o que pode fazer com aquilo que tem.”  (Ernest Hemingway/ O velho e o Mar)

Iniciando com um grande escritor, o Psicocast trouxe uma sacada, que pode ajudar você a abrir ainda mais os seus horizontes.

Um repertório maior pode alcançar aonde muitos não vão, e nem foram. Ainda.

Não adianta falar muito sobre o que você já sabe: a tal da vida. Cada um a percebe de uma maneira, e vários da mesma.

Você foi construído de uma forma tão pessoal e particular, que pode brilhantemente contemplar, observar e perceber coisas que outros – mesmo que do seu lado – não viram. Podemos avaliar as partes para tentar compreender um todo, ou usarmos o todo para justificar as partes.

O fato é que o nosso cérebro sempre tenta fechar circuitos, ou seja, completar aquela parte que falta, ou o elemento incompleto.

É neste nicho que vamos deixar que o mestre Hemingway nos dê uma dica. Ainda não estamos na resiliência, mas vamos passar raspando.

Retomar nossos percursos na vida é tão natural quanto memorizar o caminho já feito. Talvez estejamos longe de falar dos arrependimentos e remorsos, mas é provável que você já tenha pensado, que se tivesse feito tal curso, estudado melhor aquela matéria, ter sido mais convincente em qualquer situação teria se dado melhor.

É provável que isto seja tão normal quanto o desenvolvimento biológico. A existência é a manutenção da vida.

Mas eu te pergunto: você já pensou e planejou em qual medida suas ferramentas lhe ajudariam a avançar?

Ter as ferramentas e os estudos lhe capacitam; este é o fluxo, a maré pela maré. Mas onde estará o seu recurso da readaptação e reflexão, quando o previsível e o imprevisível lhe surpreenderem? Quais os elementos que você tem agora e o que vai fazer com eles?

Você foi condicionado e reforçado até hoje, e continuará a ser. Estar equipado e preparado é o viés que te coloca disponível ao combate na nossa selva urbana.

Podemos entender que seguir o caminho como muita gente faz – a rotina do cotidiano em busca da “felicidade” – lhe tornará apto à vida.

Porém saber o que fazer com todas as ferramentas que você trouxe aqui e agora, na sua individualidade que se revela na capacidade criativa que você desenvolveu com suas experiências são as instrumentos que estão no seu barco, neste mar secular.

O que você pode fazer com seu currículo?

O que você pode fazer com seu diploma?

Se você pensou que poderia ter feito mais, pode ser que agir com o que você trouxe até agora lhe inicie na corrida ao pódio.

Se há um lugar ao sol, e se você acredita em algum ideal, sua existência e historicidade lhe deram ferramentas inatas e condicionadas. Adaptar é a sujeição, e modificação, para uma conformação.

Pensar no que pode fazer com o que se tem é permitir olhar, e tentar construir – ou quem sabe destruir – com a finalidade de mudar uma presente – e talvez real – desvantagem, para o crescimento.

Escrito por Willian de Andrade.

Rafael Cerqueira

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Escritor de meia tigela, editor e idealizador do Piscocast, universitário nerd, amante da psicologia e apaixonado por conhecimento.

4 Comments

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  1. […] PsicoDica#10 – O Velho, o Mar e as Ferramentas do Barco de Hemingway […]

  2. Muito bom esse artigo ,top demais !

    Andre / Responder
  3. Caracaa, Muito bomm o artigo e o site como um todo, vou sempre ficar de olho no site!!! Obrigadoo!!!

    Angelo Almeida / Responder
    • Vlw Angelo. Esse Artigo foi o Willia de Andrade que escreveu. Eu amo tudo que ele escreve ehehehhehehe.

      Fica ligado quetoda segunda-feira tem podcast e ao longo da semana tem vídeo e artigos.

      Abraços

      Rafael Cerqueira / Responder (in reply to Angelo Almeida)

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