Por que tenho que ser magra para ser socialmente aceita?

A distorção da imagem corporal pode causar uma série de danos físicos e psicológicos em uma pessoa. O padrão de beleza imposto pela sociedade, a onda das musas fitness, o mundo virtual repleto de vidas primorosas e corpos “perfeitos” exibidos em redes sociais, são cada vez mais frequentes e colocados como modelo de vida a ser seguido, como se para ser feliz e aceita pela sociedade, a pessoa tivesse que ser magra!

A partir do momento que uma pessoa admira esse padrão de beleza e deseja ter as medidas que ele impõe, torna-se insegura com o próprio corpo, tem uma queda na autoestima e, em alguns casos, pode apresentar aversão a si mesma. Nesse momento, passa a procurar diversas maneiras de alterar o próprio corpo, seja por meio de dietas malucas, exercícios físicos exagerados e até mesmo cirurgias plásticas desnecessárias. E tudo isso é feito pela busca exacerbada de estar de acordo com o modelo corporal estabelecido como ideal pela sociedade.

As mulheres ainda sofrem mais que os homens quando o assunto é “magreza”. Já não bastam todas as dificuldades, preconceitos e barreiras enfrentados no dia a dia, elas ainda acreditam que têm que estar magras para serem bem sucedidas pessoal e profissionalmente. Frases como: “Ela é gordinha, mas é simpática”, “Ela tem o rosto tão bonito”, “Se ela emagrecesse ficaria super bem”, “Por isso que não arruma emprego”, “Ah… ela deveria frequentar uma academia”, exprimem a dimensão do preconceito arraigado contra quem está acima do peso. Claro que existe a preocupação com a saúde e não apenas com a estética, porém, mesmo que os exames de rotina estejam em perfeitas condições, ainda assim, parece errado ter medidas maiores que as impostas pela sociedade.

Deve-se levar em consideração também a dificuldade que as mulheres gordinhas têm na hora de comprar roupas, pois os modelos mais bonitos e atraentes simplesmente não são confeccionados em tamanhos grandes. E aquelas lojas sensacionais cujos modelos vão até determinado número? Sim, elas existem! Se você não se enquadra em nenhuma daquelas medidas, fica impossibilitada de adquirir um daqueles “lindos modelitos”.

Além de tudo isso, ainda existe o preconceito contra os casais tidos como “fora dos padrões de beleza”, em que um é gordo e o outro é magro. Eles sofrem ao serem apontados pela sociedade devido à distinção de suas medidas, e, neste caso, não importa quem é o gordo e quem é o magro da relação, basta um deles destoar na forma física que os comentários maldosos começam a aparecer. Apesar de a discriminação não escolher um gênero quando se trata de casal, os homens são mais pressionados pelos amigos a escolherem mulheres magras para estarem ao seu lado. Quem está de fora acredita que se uma mulher magra se relaciona com um homem gordo é porque ele tem dinheiro. Ou então, se um homem magro namora uma mulher gorda, é porque ela é bem humorada ou bonita de rosto. As pessoas cobram uma satisfação plausível para a união de um casal tido como incomum, ao invés de aceitarem que o amor e a cumplicidade são suficientes para a união deles.

Infelizmente, não podemos controlar os conteúdos das redes sociais, o preconceito das pessoas nem tampouco a confecção das roupas. Entretanto, vale ressaltar que, apesar da má influência das mídias sociais e da pressão da sociedade, há uma forma de driblar tudo isso! A virada de página e a mudança acontecem de dentro para fora, e não o contrário. O que é verdadeiramente necessário frente a esse cenário é que as pessoas passem a se aceitar como são e que a vontade de mudar algo em seus corpos aconteça por desejo próprio, e não pela imposição de uma sociedade que é em tantos momentos alienada e sem escrúpulos. Ter consciência de sua imagem corporal e fortalecer a autoestima são fatores preponderantes que podem impedir a absorção dessas idealizações e seus impactos negativos.

Chega de nos prender às determinações de um mundo egocêntrico e vaidoso! O que vale é a autoceitação e o respeito ao próprio corpo. A beleza não pode depender do número de uma etiqueta! Um psicólogo pode te ajudar a superar essas questões. #chegadepreconceito #vivaaautoestima

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18033166_1864872083728906_7533523131456522274_nIamary Nascimento é psicologa clinica (CRP: 06/115964). Graduada em Psicologia e Pós graduada em Gestão Estratégica de Pessoas. Formação em Gestalt Terapia. Atua na área da saúde prestando atendimento psicoterapêutico em crianças,adolescentes e adultos. É apaixonada por pessoas e pela Psicologia. 

Contato : psicologa.iamarynascimento@gmail.com  

Site : https://iamarynascimento.wordpress.com/

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