‘Perder uma batalha não significa perder uma guerra’

Em alguns momentos nos sentimos perdidos ou desmotivados diante de certas situações. Gerando questionamentos sobre as direções e caminhos que estão sendo trilhados.

Normalmente estas fases surgem em períodos de mudanças, como também diante de frustrações. Como exemplos temos: A saída de um emprego, o encerramento do período estudantil ou universitário, a entrada no mercado de trabalho, o término de um relacionamento, dentre outros.

Ambos os casos geram a insegurança, por algo que esperava-se acontecer ou não, fazendo com que determinada coisa necessite de uma reformulação.

Diante disso, certos sentimentos negativos podem vir à tona, como a tristeza, raiva, culpa, melancolia, decepção. Surgindo indagações, como:

O que eu fiz de errado? Me esforcei tanto e não tive o resultado desejado? O problema é comigo ou com o outro? Será que algo precisa ser mudado?

A maneira de lidar com situações que gerem frustração/decepção e que façam sair da zona de conforto, tratando-se daquilo que estava “confortável” ou seja adaptado, podem vir de forma retroativa ou resiliente.

Com relação em ser retroativo, o problema e a culpa passa a ser exclusivamente do outro, isentando-se dessa forma de qualquer responsabilidade. Justamente pelo fato da pessoa utilizar um “escudo” para se defender, tendo a dificuldade para refletir.

Em se tratando da resiliência, pauta-se na reflexão do ocorrido, na tentativa de buscar respostas e encontrar soluções. Fazendo com que a pessoa encontre mecanismos para superar a situação que foi traumática.

Sendo assim, podemos ver como constantemente passamos por situações de “encontros e desencontros” e de “subidas e decidas”, e que por mais que pareçam negativas e sem saída, é a partir delas que modificamos certos aspectos interiores e aprendemos.

Muitas vezes ouvimos a expressão “Quando uma porta se fecha outra se abre”, e de uma certa forma tem seu lado verdadeiro.

A partir de algumas situações, podendo ser difíceis, é que descobrimos potencialidades que antes não víamos em nós mesmos. Tudo na vida é dual, tendo o lado positivo e negativo, mas nem por isso significa ser certo ou errado.

Os períodos transicionais irão surgir em várias etapas, sendo estas transições responsáveis pelo crescimento pessoal.

Por mais que uma luta pareça ser árdua ela nunca será em vão. O que parece não ter sentido hoje, em algum momento o significado aparecerá.

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@PartiuFalarDaquilo

okMichelle M. Santiago é Psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. CRP: 06/128723. São Paulo-SP.

“Em minha formação, sempre tive teóricos que me inspiraram, dentre eles está: Sigmund Freud, com a psicanálise; Carl Gustav Jung, com a psicologia analítica; Jacob Levy Moreno, com o a psicoterapia de grupo e o psicodrama. Sendo de grande base para minha experiência profissional como psicoterapeuta. Possuo grande paixão pelas artes de maneira geral, principalmente quando se trata de cinema e teatro, pois para mim vejo o quanto ‘A arte representa a vida’ e nos ensina. Adoro escrever e tratar de temas envolvendo as relações humanas de maneira geral, como amor, família, amigos, também voltado a sexologia, bem estar etc.

A psicologia para mim é mais que uma ciência, é ser humano.”

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