Paradoxo de Olbers

No ramo da astrofísica há um interessante fenômeno chamado Paradoxo de Olbers, também conhecido como o paradoxo da noite escura. É uma peculiar contradição que atormenta a vida de muitos astrônomos. Afinal de contas, por que a noite é escura?

Observemos que na infinidade do universo, e em toda a sua grandeza, temos um número incontável de estrelas, sendo que esses astros produzem energia suficiente que se irradiam pelo espaço sob a forma de luz. Então, novamente pergunto…. Por que a noite é escura?

Pode parecer estranho, mas se estamos observando as estrelas é porque emitem luz pelo espaço, logo, o espaço está iluminado, essa luz viaja a milhares de quilômetros em uma velocidade incrível. Por que o céu, num universo infinito em extensão e com infinitas galáxias e estrelas, é escuro à noite?

Certamente a qualquer direção que olharmos para o céu haverá uma estrela, seguramente deveríamos esperar que o céu brilhasse e fosse iluminado a noite. Seria a noite uma irrealidade, uma ilusão?

Mas o assunto aqui é psicologia, podemos nos apropriar deste paradoxo e fazer uma analogia.

A mente humana é única e incrível em sua complexidade. Somos biologicamente iguais, possuímos os mesmos números de cromossomos e células. Como podemos ser tão diferentes?

Nossa consciência sobre as coisas pode alterar-se, e para seu entendimento, devemos compreender que ela se modifica, ela é ampla e faz parte de um processo interno dialético e individual, portanto, torna-se subjetivo.

A noção do certo e errado, dever e obrigação, levou a humanidade a inúmeros confrontos, políticos, pessoais, individuais…. Justamente por não sabermos lidar com as diferenças – e que diferenças são essas! – uma vez que somos biologicamente iguais, por que pensamos tão diferentes?

O que é real e complexo para determinada pessoa é totalmente diferenciada da outra, e isso está entrelaçado com a nossa vivência, com a nossa construção de homem que resulta num agir e pensar de forma distinta. Por mais que partilhamos do mesmo evento, as experiências podem diferir, e isso é real, mas ao mesmo tempo se torna irreal aos olhos de outrem, que geralmente não conseguem entender o que leva um indivíduo a ter tal comportamento.

O complexo, o real, para você, é diferente do que é para mim; assuntos que não são concretos e palpáveis estão em nossa mente, em nosso julgamento. Isso definirá o que para nós é tido como felicidade. A nossa busca pela felicidade está diretamente relacionada com o que pensamos. O que nós pensamos é individual, partilhado ou não, o conceito de felicidade é algo subjetivo, ou seja, está na nossa mente.

A chave para a compreensão do nosso psiquismo está interligada pela busca do entendimento da nossa mente. Mas onde está a nossa mente? Do que concerne à mente humana? É concreta? Alguém já a viu em algum lugar do nosso encéfalo? Temos tantos estudos científicos na área da neurociência, mas nenhuma que possa apontar onde ela está, em qual curva de nosso hemisfério cerebral.

Parece que temos um paradoxo novamente…. Está lá, mas ninguém vê, ninguém sabe, ninguém viu. Quem sabe esteja em todo lugar? Pelo cérebro, sente no coração, pelo resto do corpo ou até mesmo espalhado entre as estrelas…

Mas pensando bem…. Deixa isso para lá, afinal é tudo coisa da minha mente mesmo.

Escrito por Graziela TG Santos

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Graziela T G Santos – Graduanda em Psicologia pela Universidade Nove de Julho , Pós-Graduanda,  nível “Lato-Sensu”em Neurociência da Aprendizagem (Uninove), Pós-Graduação, nível “Lato-Sensu” em Formação de Docente para o Ensino Superior. Formada em Redes de Computadores, pela Universidade Anhembi Morumbi.

“Acredito na atuação focada no ser humano, na terapia e principalmente na investigação científica”.

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