O Prazer em ficar sozinho

Há momentos no nosso dia-a-dia que nos deparamos com a situação de ficar sozinho. Para algumas pessoas essa situação causa bem estar e para outras proporciona certa angústia.

Quando digo ‘ficar sozinho’ me refiro a fazer algo para consigo mesmo, em se sentir bem com a própria companhia, sem ter a presença de outra pessoa. Como exemplos podemos citar a leitura de um livro, em assistir um filme ou série, fazer uma caminhada no parque etc.

Observamos que há pessoas que se sentem mais à vontade diante dessas situações do que outras. Mas será que isso está atrelado a uma questão pessoal ou social?

Ao analisarmos em âmbito social, vê-se que em nossa sociedade o “estar sozinho” é visto como algo negativo. Normalmente ao se ver uma pessoa jantando sozinha em um restaurante, logo surge pensamentos de que esta pessoa está sem ninguém e triste.

Este pré julgamento, surge através da visão social que foi sendo incutida durante gerações, de que para a pessoa ser feliz precisa estar sempre interagindo com outras. Por isso vemos a grande importância de se constituir família, em se casar e ter filhos.

O ser humano é um ser social, e é de sua natureza estar em constante interação com outras pessoas. Ainda assim, não há problema algum ficar sozinho em determinadas situações. Sendo que isto, não está necessariamente atrelado a aspectos melancólicos.

O ‘ficar sozinho’ é diferente de sentir solidão. Este sentimento liga-se com questões pessoais, através do histórico de vida de cada um e da subjetividade, como também emocionais e psíquicas. Dependendo da intensidade desse sentir, a procura por ajuda é de grande importância.

Sendo assim, é muito importante diferenciar, uma situação da outra, podendo distinguir o que é “estar sozinho” e se “sentir sozinho”. Um se refere a algo transitório, momentâneo e passageiro, já na outra situação tem-se maior significado e profundidade.

Após vermos essas diferenças, podemos analisar que não há nada de errado e ruim em fazer coisas sozinhos e como isso pode ser prazeroso.

Nesses momentos, é que surge um autoconhecimento e um redescobrimento, de quem somos e o que queremos fazer. Ao entrarmos em contato com nós mesmos, “recarregamos” nossas energias, gerando uma paz interior.

Ás vezes queremos nos esquivar de nós mesmos, para não entrar em contato com nossos medos e angústias. Mas após se permitir a tirar um período do dia para ter esse contato consigo, poderá perceber o lado positivo, e o que parecia ruim deixa de ser.

Depois de nos conhecermos e nos reconectarmos, certas respostas surgem, auxiliando na tomada de decisão e na maneira de se relacionar com outras pessoas.

Gostou do texto? Compartilhe nas redes sociais!

@PartiuFalarDaquilo

okMichelle M. Santiago é Psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. CRP: 06/128723. São Paulo-SP.

“Em minha formação, sempre tive teóricos que me inspiraram, dentre eles está: Sigmund Freud, com a psicanálise; Carl Gustav Jung, com a psicologia analítica; Jacob Levy Moreno, com o a psicoterapia de grupo e o psicodrama. Sendo de grande base para minha experiência profissional como psicoterapeuta. Possuo grande paixão pelas artes de maneira geral, principalmente quando se trata de cinema e teatro, pois para mim vejo o quanto ‘A arte representa a vida’ e nos ensina. Adoro escrever e tratar de temas envolvendo as relações humanas de maneira geral, como amor, família, amigos, também voltado a sexologia, bem estar etc.

0 Comments

Join the Conversation →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *