Não​ ​seja​ ​enganado!​ ​Liberte-se!

Você já se perguntou o porquê os outros são mais felizes que você?

Já se sentiu vivendo uma vida limitada, como se sempre devesse algo a si?

Vivemos em uma busca constante por um estado de felicidade que jamais conseguimos atingir.

Nos deparamos com uma divergência de realidades que nos coloca em questão quanto o valor de nossas vidas. A todo momento, temos consciência da felicidade alheia e da nossa própria infelicidade.

Segundo Max Weber, vivemos em um “teatro social”, assumindo um papel social. A partir de uma ênfase diferente deste mesmo conceito, deparamos-nos com uma novela que muito foge à realidade. Seus atores mostram-se felizes ao desfrutar da alta gastronomia, felizes a realizar viagens internacionais e felizes ao estarem sempre cercados de pessoas importantes. Seus cotidianos são tão regados à sorrisos quanto à champagne.

A todo momento somos bombardeados com as estampas de um padrão de vida que parece-nos impossível de enquadrar-nos em nosso cotidiano. O desconforto de não alcançar o protagonismo toma-nos de ira e nosso papel torna-se insuportável. Pintar-se de sorrisos já não é suficiente e assim, encontramo-nos frustrados.

Por um momento, estar à um clique de alguém nos mantém a um abismo de distância. Esta busca por momentos passíveis de serem filmados e fotografados nos mantém acorrentados para a liberdade de desfrutar das experiências em questão. Perdemos instantes preciosos, que muitas vezes serviriam de gatilhos para a euforia e nos contentamos com o amargor da comparação das histórias alheias. Talvez o que chamaram de “mal do século” seja apenas o sentimento deste desconforto causado pelo cansaço de um rosto sem sorriso. A busca quase patológica pela felicidade mostra seu conteúdo latente, o desejo pelo palco, pelo protagonismo, pela atenção. Afinal, a vida é cheia dos altos e baixos e ainda neste clichê, a nossa existência presume uma experiência completa, de alegrias e tristezas.

Não atingir o grau de protagonismo que a sociedade aplaude não é o fim do mundo, é a chance de sair da caverna e contemplar um mundo completo, repleto de lágrimas, dificuldades, sonhos, gargalhadas. É a oportunidade de escrever sua própria obra, onde o protagonista é você. O momento em que você pode se encontrar em sua plenitude, livre da pressão de ser somente uma parte mínima de si. Neste prisma, convido-te a fazer uma reflexão ao que te move e aquilo que te aprisiona. Apresento-lhe a chance de poder ser quem você é, a assumir a sua identidade original. Faça o exercício de despir-se de sua máscara hoje, faça algo por você.

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João Paulo Eras – Estudante de Psicologia, escritor nas horas vagas e Geek.

1 Comments

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  1. ótimo texto!

    João Pedro / Responder

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