Cresci, e agora?

Quando pensamos em crescimento, logo nos vem a ideia de mudança e a entrada para a fase a adulta. Agora, o que é ser adulto?

Em termos legais, você se torna adulto ao completar a maioridade penal, ou seja, ter 18 anos. Da mesma forma, em termos médicos, trata-se da saída da puberdade, ou seja, da adolescência.

Muitos veem essa fase da vida como libertadora, gerando uma grande expectativa, querendo desta forma crescer rapidamente. Afinal surge-se ideias voltadas para liberdade, incluindo: Dirigir, beber legalmente, frequentar estabelecimentos noturnos (bares e baladas), entrar na faculdade, arrumar um emprego, casar etc.

Mas crescer é somente isso?

Ser adulto não é mais que ter um emprego, casar e ter filhos? Esse ideal não seria mais um conceito social do que pessoal?

O crescimento ao mesmo tempo que traz sensação de liberdade no início, gera-se a angústia pela dúvida. Justamente por não saber se irá conseguir atender todas essas expectativas sociais.

Surge um momento de indagação. Será que as decisões que estou tomando são por minha vontade ou por cobranças externas?

Um exemplo disso, pode se ligar a escolha de um curso em uma universidade. Pois será que esse curso realmente tem a ver comigo ou meus familiares que quiseram?

Nesses momentos as justificativas para a escolha podem ser imensas, como: Ah! mas esse curso é mais bem visto socialmente, com ele eu ganharei mais dinheiro e terei mais chances de crescer profissionalmente. Mas será que eu me identifico com essa profissão?

Nesta fase, o que seria algo libertador, por conta de não depender mais de outras pessoas, torna-se algo angustiante e de aprisionamento. Justamente por ter outros estímulos externos determinando seu futuro, ao invés de você mesmo.

A sensação pode ser de que outra pessoa está sendo o protagonista de sua história, e que você está sendo guiado sem saber para aonde ir.

No primeiro momento pode ser algo natural, por conta da juventude. Muitas vezes a tomada de decisões por outras pessoas não ocorre de maneira negativa e sim pela credibilidade que por ser mais velho e ter experiência de vida, sabe mais o que é bom ou ruim para o outro.

Muitos olham para a juventude ligando-se com a imaturidade, pela ideia de se ter vivenciado pouca coisa e consequentemente não sabe-se o que quer. Mas além das questões voltadas para idade cronológica, temos algo chamado de maturidade emocional.

Essa maturidade é inerente a idade cronológica, e atrela-se ao autoconhecimento. Sendo o momento, em que a partir de algumas experiências vividas, conseguimos transformar a forma de encarar certas coisas e encontrar respostas que antes não achávamos, modificando assim a forma de se relacionar.

Por fim, podemos analisar os nossos limites e o que realmente queremos. Observando o que nos faz sentido para nossas vidas.

O ato de crescer pode ser libertador e difícil ao mesmo tempo. Nessa hora um mundo se abre e muitas decisões são cobradas.

Ainda assim, a partir do momento que algo fizer sentido pessoal, tendo um significado único para si, o esforço para alcançar o objetivo virá e o caminho certo a percorrer surgirá.

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@PartiuFalarDaquilo

okMichelle M. Santiago é Psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. CRP: 06/128723. São Paulo-SP.

“Em minha formação, sempre tive teóricos que me inspiraram, dentre eles está: Sigmund Freud, com a psicanálise; Carl Gustav Jung, com a psicologia analítica; Jacob Levy Moreno, com o a psicoterapia de grupo e o psicodrama. Sendo de grande base para minha experiência profissional como psicoterapeuta. Possuo grande paixão pelas artes de maneira geral, principalmente quando se trata de cinema e teatro, pois para mim vejo o quanto ‘A arte representa a vida’ e nos ensina. Adoro escrever e tratar de temas envolvendo as relações humanas de maneira geral, como amor, família, amigos, também voltado a sexologia, bem estar etc.

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