Conhece-te e não seja oprimido

“Conhece-te a ti mesmo”, dizia a máxima Socrática bastante conhecida, concebida no templo de Delfos. O que poucos sabem é o teor de acidez de Sócrates na declaração, se referindo à Atenas, onde assim, faz uma crítica minuciosamente bem colocada. Mas e quanto a nós, que vivemos numa sociedade tão diferente da que Socrates vivia, onde não somos filósofos, tão pouco atenienses,o que nos resta?

Enfrentamos críticas diárias, onde concordamos que estamos longe de conhecer-nos no âmbito individual e coletivo. Permitimo-nos por tanto tempo ser ofendidos e ofendermos que restaram-nos pouquíssimas relações legítimas com saúde. Chegamos em casa após a pesada rotina do dia trazendo um milhão de queixas, onde o cotidiano é responsável por colocar-nos em papéis de injustiça, de repressão. Reclamamos de situações e indivíduos que fizeram-nos provar da raiva, tristeza e angústia sem ao menos mover nada além dos músculos, aqueles responsáveis pelo funcionamento da fala. Chegamos assim, à nossa máxima, onde a conclusão é que palavras ferem de forma profunda. Por diversas vezes dirigem-nos a palavra com tom agressivo, tarjando-nos de muitas maneiras. De fato, o pensamento mecânico de procurar padrões possibilitou-nos uma chance para sobreviver, em toda nossa evolução. Mas parece encaixar-se em padrões com teor infinitamente maior quando ouvimos, do que quando falamos.

Quero-lhes apresentar uma maneira mais fácil de desfrutar da experiência da vida, onde as palavras de ofensa não mais lhe atingirão, mas te farão prosseguir fazendo-as de combustível em sua trajetória. Listo as dicas à seguir:

 

1- Não se ofenda

Digo-lhes com clareza, se te ofenderem, pense se o objeto usado na repressão te identifica. Se sim, não há motivos para ficar cabisbaixo, pois a verdade dita já era 8conhecida por você. Se não, conhecer-se e saber da incongruência do objeto de repressão com a sua identidade, lhe dá a liberdade de não jogá-lo para baixo.

 

2- Conhece-te

Como abordado no tópico anterior, saber de suas características te livra de ser oprimido. Assim como conhecer tuas forças e fraquezas te dão a direção para desenvolver-se e, conseqüentemente torna-lo mais forte.

 

3- Saber sua identidade te faz mais feliz

Ninguém é feliz em cem por cento do tempo, mas saber do que agrada-te, lhe dá a oportunidade de aumentar a frequência das porções felicidade durante tua trajetória neste mundo.

 

Por fim, atrevo-me a convidar-los para refletir a respeito do fardo que enfrentam em suas vidas. Convido-lhes a viver uma vida mais leve, sem a ofensa e com muita originalidade.

 

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João Paulo Eras – Estudante de Psicologia, escritor nas horas vagas e Geek.

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