As brigas nos relacionamentos são sempre negativas?

Quando falamos em brigas, logo nos remete a certos sentimentos de angústias e dor, sendo algo no qual todos queremos evitar.

O ato de brigar, liga-se ao conflito pela divergência. Um casal, sempre terá pontos de vista diferentes, e por isso em certos momentos a discussão acontecerá.

Mas isso é saudável? Não tem como evitar? Brigar significa que o relacionamento está chegando ao “fim”?

Antes de duas pessoas se unirem, em um relacionamento amoroso, cada uma trouxe consigo uma bagagem e um histórico de vida. Desta forma, cada um terá uma maneira própria de enxergar o mundo por conta de sua subjetividade.

Ambos vieram de famílias e convívios sociais diferentes, em que foi sendo transmitido experiências e conceitos, levando a construção da identidade de cada um.

Logo que ambos os mundos se unem, acaba-se sendo natural um “choque” acontecer. Justamente por cada pessoa entender, que sua forma de enxergar as coisas é uma “verdade universal”, tendo a dificuldade com opiniões diferentes da sua.

Por conta disso, as discussões se estabelecem, pautando-se na dicotomia: certo e errado; bom e ruim; sentimento e razão; sexo e emoção, dentre outras.

A convivência, criará meios para essas oposições se revelarem. Ficando evidentes nas coisas mais simples, como a forma que cada um gosta de organizar as coisas, na maneira de comer, beber, dormir etc.

Em muitos casos, as pessoas querem mudar umas às outras, tendo o desejo de serem iguais, como se isso fosse sinônimo de perfeição. Os gostos pessoais e a individualidade, pode causar incômodos. Entretanto é com o diferente que podemos aprender.

Caso as brigas levem para aspectos destrutivos, envolvendo a agressividade e possessividade. Manifestando-se em forma de violência física ou psicológica, é preciso reavaliar a situação, ter cautela e procurar ajuda, pelos riscos que podem surgir.

Mas se as discussões, forem pelas divergências do dia a dia, pode-se levar a reflexão e compreensão dos motivos, surgindo a reconstrução.

A compreensão dos motivos que estão levando a surgir os “embates”, traz um entendimento, e um conhecimento de si mesmo e do outro. Ambos vão perceber o que está gerando, podendo reformular para algo bem positivo.

Sendo assim, os diálogos são de estrema importância, pois mesmo que gere cansaço e estresse, a análise da situação é benéfica. Através dela que aprendemos, e descobrimos o que é bom para si e para o outro.

Fazendo com que ambos se olhem frente a frente e vejam além da sua própria imagem.

 

@PartiuFalarDaquilo

okMichelle M. Santiago é Psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. CRP: 06/128723. São Paulo-SP.

“Em minha formação, sempre tive teóricos que me inspiraram, dentre eles está: Sigmund Freud, com a psicanálise; Carl Gustav Jung, com a psicologia analítica; Jacob Levy Moreno, com o a psicoterapia de grupo e o psicodrama. Sendo de grande base para minha experiência profissional como psicoterapeuta. Possuo grande paixão pelas artes de maneira geral, principalmente quando se trata de cinema e teatro, pois para mim vejo o quanto ‘A arte representa a vida’ e nos ensina. Adoro escrever e tratar de temas envolvendo as relações humanas de maneira geral, como amor, família, amigos, também voltado a sexologia, bem estar etc.

A psicologia para mim é mais que uma ciência, é ser humano.”

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