A constante descoberta do melhor caminho a seguir

Em várias etapas da vida, nos deparamos com situações que nos obrigam a tomar decisões. Nestes momentos nos sentimos obrigados a escolher um caminho, como se ele fosse único e definitivo.

Algumas perguntas podem se relacionar com esta questão, como: Tenho que ser advogado para ganhar dinheiro! Preciso Namorar/Casar para ter alguém! Tenho que mudar de emprego para ser bem sucedido!

Nessas situações, observa-se que o ideal de “ter algo”, no caso de conquistar alguma coisa para o futuro, vem com um benefício tardio. A pessoa analisa uma situação pensando que só seguindo determinado caminho terá algo bom.

Mas tem um lado que se esquece, no caso ainda que faça uma análise, observando que determinado caminho trará um benefício, perde-se a reflexão da subjetividade. A pergunta principal seria: O que tem a ver comigo? O que faz sentido pessoal para mim? O que eu amo fazer e me sinto bem?

Podendo olhar por essa perspectiva, algo começa a fazer um pouco mais de sentido. Ao invés de pensar em uma retribuição após conquistar algo, como dinheiro por exemplo, o prazer já poderá surgir no início desta conquista, no começo do caminho e não ao final.

Muitas vezes a ideia de ter, faz com que esqueçamos de quem somos. Gera-se um aprisionamento e deixa-nos perdidos para analisar as melhores decisões a se tomar.

A recompensa futurista se torna utópica, por não fazer sentido no presente. Como eu pensarei que ganharei “milhões” sendo uma advogada, se eu não me vejo como advogada?  Será que eu não poderia ganhar esses mesmos “milhões” sendo uma atriz, já que eu adoro atuar?

Além dessas questões que se relacionam com as escolhas profissionais, também valem para a vida pessoal. Como foi citado anteriormente, a ideia de ter que namorar, ter que casar, ou ter que ser solteira/o, nos levam ao mesmo conflito.

Ao pensar em “precisar ter alguém para não ficar sozinha/o” ou “ficar solteira/o para ser livre”, mais uma vez acaba-se analisando um aspecto futuro e esquece-se de dar significado ao presente. Claro que podemos ter vontades e desejos, em se tratando de querer achar alguém para compartilhar a vida, mas ainda assim não deixamos fluir para depois refletir.

Quando pensamos sobre “ter alguém” surge um ideal, mas quando “acha-se esse alguém” vem o real. Esse real vem com os sentimentos, o afeto e tudo que vai se estabelecendo na vida desse casal, e o caminho pode ir sendo trilhado junto naturalmente, sem a ideia do “ter/tenho”.

Ao paço que também vale para o oposto, no caso em “ter que estar solteira”, na qual surge a idealização da liberdade, sem ter alguém “pegando no pé”. Mas se esta situação ocorre naturalmente, sem a obrigação de “ter que fazer algo”, por questões que podem envolver um relacionamento desgastado e dentre outras coisas, o “ter” se torna “ser solteira” no caso, por ser algo que não se obrigou e sim simplesmente aconteceu.

Por isso, por mais que a razão seja muito importante para decidir certos aspectos do dia-a-dia, a emoção também tem sua importância e pode ser ela que auxiliará nos melhores caminhos para trilhar. Além do mais, tudo na vida pode mudar, nós seres humanos estamos em constante modificação. Através disso algo que faz sentido hoje pode-se alterar no futuro. As escolhas que são feitas em determinado momento, podem se modificar em outros.

 

Gostou do texto? Indique para alguém !

 

okMichelle M. Santiago é Psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. CRP: 06/128723. São Paulo-SP.

“Em minha formação, sempre tive teóricos que me inspiraram, dentre eles está: Sigmund Freud, com a psicanálise; Carl Gustav Jung, com a psicologia analítica; Jacob Levy Moreno, com o a psicoterapia de grupo e o psicodrama. Sendo de grande base para minha experiência profissional como psicoterapeuta. Possuo grande paixão pelas artes de maneira geral, principalmente quando se trata de cinema e teatro, pois para mim vejo o quanto ‘A arte representa a vida’ e nos ensina. Adoro escrever e tratar de temas envolvendo as relações humanas de maneira geral, como amor, família, amigos, também voltado a sexologia, bem estar etc.

Youtube/Facebook: @PartiuFalarDaquilo?

 

0 Comments

Join the Conversation →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *